Projetos

Meu nome é Vera – POR

AUDIOTOUR FICCIONAL (2005 – 2018)   Meu nome é Vera   (Centro Cultural da Juventude CCJ “Ruth Cardoso”, São Paulo, Brasil, 2012)   Renata recebe uma gravação misteriosa. Nela, sua amiga Vera revela um segredo familiar que nunca deveria ter descoberto. Cabe a Renata seguir as pistas deixadas por um trajeto em busca da revelação da verdade.   FICHA TÉCNICA: Conceito, roteiro e direção: Christina Ruf e Ariel Dávila (BiNeural-MonoKultur) Tradução: Meire Nunes Design sonoro e música original: Guillermo Ceballos Pesquisa: Ariel Dávila, Christina Ruf e Samanta Biotti Elenco: Ana Luiza Leão (Vera) Participação na voz e músicas “Tem que acreditar”, “Eternize” e “Pouca Coisa”: zoioomc Participação especial: Marcelo Gregorio Produção: Samanta Biotti Produção geral: Felipe Gonzalez (Difusa Fronte(i)ra) Co-produção: BiNeural-MonoKultur, Difusa Fronte(i)ra e CCJ Agradecimentos: Luiz Carlos Ribeiro, Gerson Kunii e Yudi Watanabe da Associação Nipo-Brasileira, JR. Material Fotográfico Ltda-ME   PESQUISA: A pesquisa foi realizada sobre o bairro Vila Nova Cachoeirinha, na região noroeste de São Paulo. É um bairro marginal da cidade cuja população cresceu muito e com muita mobilidade social da classe baixa para a classe média. A cultura que predomina nesta região e que se reflete bastante no Centro Cultural da Juventude é marcada pela música do Hip Hop e Rap, a cultura do grafite e os “Saraus”, encontros informais nos quais são recitadas poesias. Muitas vezes são as mulheres que sustentam as famílias. Descobrimos que o bairro foi praticamente fundado por imigrantes japoneses. Há um clube japonês no bairro e podem ser encontradas numerosas sepulturas de japoneses no cemitério, que fez parte do percurso do Audiotour Ficcional. Parte de nossa pesquisa foi de entrevistas com os moradores mais antigos do bairro. Um vizinho dividiu conosco não somente uma foto do começo da região mas também uma história já quase esquecida que aconteceu ali. A partir dessa história criamos uma ficção onde a protagonista, uma jovem poeta urbana, mestiça de negros e japoneses, descobre um segredo de seu próprio passado familiar.

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À margem do rio – POR

AUDIOTOUR FICCIONAL (2005 – 2018)   À margem do rio   (Festival “Lugares da Memória”. SESC Piracicaba, SP (Brasil). 2013)   Tadeu Andrade volta à Rua do Porto para realizar um tramite familiar. Mas em sua caminhada pelas margens do rio descobre que em sua família há um segredo que o transformará. Deixa uma gravação para seu filho com a revalação de um mistério. Agora cabe a você assumir o papel deste filho e seguir o seus passos.   FICHA TÉCNICA: Conceito, roteiro e direção: Christina Ruf + Ariel Dávila (BiNeural-MonoKultur) Tradução: Alessandro Atanes Design sonoro e música original: Guillermo Ceballos Pesquisa: Ariel Dávila, Christina Ruf + Gabriela Giannetti Elenco: Antônio Chapeú (vozes masculinas), Gabriela Giannetti (voz feminina) Participação especial: Moacir Siqueira com o duo Gustavo e Gabriel Produção local: Gabriela Giannetti Produção geral: Felipe Gonzalez (Difusa Fronte(i)ra) Co-produção: BiNeural-MonoKultur, Difusa Fronte(i)ra + SESC Piracicaba Agradecimentos: Caroline Sotilo, Laudir Sartori, Sr Lalo, Sr Luiz, Sr Borghesi, Restaurante Roda dos Ventos, Ponto de Cultura Garapa, Irmandade do Divino, a banda Os Pamonheiros e equipe SESC Piracicaba.   PESQUISA: O Audiotour Ficcional “À margem do rio” fez parte do Festival “Lugares da Memória” organizado pelo SESC em São Paulo. Na unidade do SESC Piracicaba o evento teve como enfoque a recuperação da rua na margem do rio, a Rua do Porto, lugar emblemático ao longo da história da cidade. O rio teve uma importância vital para o lugar tanto histórica como economicamente. No entanto, esteve por um período abandonado, ficando completamente contaminado. A cidade deu as costas a ele. Na última década, a Rua do Porto através de diferentes medidas urbanísticas se converteu em um polo turístico e gastronômico. As mudanças foram tão necessárias como radicais e só agora a cidade parece poder parar para recuperar também a memória do lugar. Neste contexto, nos encarregamos nesta edição do Audiotour Ficcional de repassar memórias dos moradores da antiga Rua do Porto e mesclá-las com a realidade atual dos habitantes e sua relação com o rio (o qual lamentavelmente continua bastante contaminado).

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A Deriva por

AUDIOTOUR FICCIONAL (2005 – 2018)   A Deriva   (Mostra SESC Santos Permanente transitório: o espaço expandido. Santos (SP), Brasil. 2008)   Neocitas, um novo projeto urbanístico para Santos, desaparece junto com o seu criador, Walter Hiroshi. A contagem regressiva definitiva para o futuro da cidade foi iniciada e cabe a você seguir os passos guiados por uma máquina na revelação de um grande segredo. Em que consiste o projeto de Hiroshi? Que interesse alguém poderia ter em impedi-lo? O que você poderá fazer para salvar o Neocitas?   FICHA TECNICA: Conceito, roteiro e direção: Ariel Dávila e Christina Ruf Tradução: Felipe Gonzalez Design sonoro e música original: Guillermo Ceballos Pesquisa: Christina Ruf, Ariel Dávila e Felipe Gonzalez Assessoramento de pesquisa: Alessandro Atanes Elenco: Daniel Lopes (Rodrigo Álvares) e Simone de Melo (Aparecida) Trechos de poemas utilizados: “Porto”, de Roldão Mendes Rosa, e “Cais”, de Narciso de Andrade. Co-Produção: Felipe Gonzalez Co-produção: BiNeural-MonoKultur, Difusa Fronte(i)ra e SESC Santos.   PESQUISA: Nesta ocasião, a pesquisa se concentrou bastante na questão arquitetônica, tanto da cidade como do próprio prédio do SESC Santos. A pedido do SESC, a obra transcorre na maior parte de seu trajeto por dentro das instalações da unidade. Não estudamos só os projetos urbanísticos históricos da cidade como, por exemplo, o sistema de canais ou os característicos edifícios inclinados em frente ao mar, mas também o porto e sua importância para a imigração japonesa e os negócios. O personagem criado resulta ser um arquiteto que se encontra metido de repente em uma rede conspiratória sobre um novo projeto urbanístico. Em sua totalidade, a trama tem uma marca bastante ficcional, muito mais que em outras realizações.

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Actualización y versión en 3 idiomas de ENTRE MUNDOS – POR

AUDIOTOUR FICCIONAL (2005 – 2018)   ENTRE MUNDOS – diario de um Caraíba   (SESC Bertioga, São Paulo, Brasil, na programação permanente de 2008 até final de 2009) (Actualização e versão em três línguas para a VI Conferência Internacional de Educação Ambiental e Sustentabilidade “O Melhor de Ambos os Mundos”. Bertioga, SP (Brasil). Na programação permanente desde o 2014)   Luis Mendes vem ao SESC Bertioga para passar as férias com sua família. Porém, um sonho recorrente altera o que seriam dias de tranquilidade. Deixa uma gravação como uma mensagem na garrafa, convidando você a seguir seus passos para revelar um mistério. Lendas indígenas, fatos históricos e detalhes do meio ambiente da região levarão o participante a uma viagem entre distintos mundos.   FICHA TÉCNICA 2014 (em 3 línguas): Ideia, direção e roteiro: Ariel Dávila e Christina Ruf (BiNeural-MonoKultur) Tradução: Felipe França Gonzalez e Mark Eilers Design sonoro e música original: Guillermo Ceballos Pesquisa: Ariel Dávila, Christina Ruf e Felipe França Gonzalez Assessoramento de pesquisa: Carlos Eduardo de Castro e equipe SESC Bertioga Elenco versão em português: Carlos Morelli, Gui Martelli e Silvio Roupa. Elenco versão em inglês: Johnny Melville, Rodrigo Haddad e Soren Hellerup. Elenco versão em espanhol: Ieltxu Martinez Ortueta, Gui Martelli e Alejandro Lopez Participação especial: Sofia de Figueiredo Galante e Marcelo Bookerman Realização: BiNeural-Monokultur, Difusa Fronte(i)ra e SESC Bertioga   FICHA TÉCNICA 2008: Ideia, direção e roteiro: Ariel Dávila e Christina Ruf (BiNeural-MonoKultur) Tradução: Felipe França Gonzalez Design sonoro e música original: Guillermo Ceballos Pesquisa: Ariel Dávila, Christina Ruf e Felipe França Gonzalez Assessoramento de pesquisa: Carlos Eduardo de Castro e equipe SESC Bertioga. Elenco: Bruno Fracchia (Luiz Mendes), Marcelo Bokermann (Cunhambebe), Silvio Roupa (narrador). Participação: Sofia de Figueiredo Galante (filha de Luiz Mendes) Co-Produção: Felipe França Gonzalez Co-Produção: BiNeural-Monokultur, Difusa Fronte(i)ra e SESC Bertioga   PESQUISA: No caso de “Entre Mundos”, a pesquisa foi muito extensa e sumamente interessante. O pedido por parte do SESC Bertioga foi para que tocássemos na temática ecológica, já que a unidade está localizada em uma região onde ainda existem restos da Mata Atlântica, inclusive uma reserva de proteção de fauna e flora autóctone em sua própria área onde são realizados diversos projetos ecológicos. Por outro lado, nos dedicamos a conhecer a história e a cultura da região, que pode ser considerada um dos pontos mais históricos do Brasil, já que a poucos quilômetros se encontra São Vicente, a primeira cidade fundada pelos conquistadores portugueses. Também faz parte o relato histórico do alemão Hans Staden, que se encontrou com os Tupis, povo canibal que habitava essa região. Lemos sobre os mitos dos seres da selva e sobre a cultura dos indígenas da área, como a história do famoso cacique Cunhambebe, que aparece para nosso personagem de ficção em um encontro um tanto onírico. Tivemos a oportunidade de conhecer uma reserva Guarani da região e ali um pajé nos contou que eles sabem orientar seus sonhos para solucionar seus problemas cotidianos. Para uma parte da trama ficcional, nos inspiramos em uma cena de um conto de Ray Bradbury, autor de ficção científica muito admirado por nós, na qual ocorre um encontro em uma espécie de encruzilhada do tempo. Ao final, a ficção deste Audiotour Ficcional é mais sutil; o personagem é uma pessoa completamente comum que vai passando por experiências, digamos, “ancestrais”, entra em uma forma de comunicação com as culturas antigas do lugar e com a natureza que o rodeia, e empreende uma viagem no tempo e entre os mundos. A característica desta obra é muito mais onírica, poética, que as realizações anteriores.

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La culpa la tiene Niemeyer! Por

AUDIOTOUR FICCIONAL (2005 – 2018)   “La culpa la tiene Niemeyer!” – a última trilha de J.F. (Mostra SESC de Artes Circulacões. San Pablo, Brasil. 2007)   Um detetive sarcástico. Um mendigo estrangeiro. Um DJ errante. O centro excêntrico da cidade. A última faixa de um mp3. Uma experiência: será possível resolver o caso seguindo as palavras da jovem desaparecida…?   FICHA TÉCNICA: Conceito e direção: Ariel Dávila e Christina Ruf (BiNeural-MonoKultur) Escritor convidado: Tiago Novaes Roteiro: Tiago Novaes, Ariel Dávila e Christina Ruf Design sonoro e música original: Guillermo Ceballos Atores: Vanessa Bruno (Joana), Carlos Morelli (Detetive Guedes), Fabio Marcoff (mendigo) Co-Produção: Felipe França Gonzalez Assistente de produção: Priscila Glausiusz Co-Produção: BiNeural-Monokultur e Difusa Fronte(i)ra Agradecimentos: Padre José de Assis, Maestro Jamil Maluf e equipe, Bruno Langeani, Maria Helena Guimarães de Castro e equipe, Alfonso Celso Prazeres de Oliveira e Renata Alexandre Lins.   PESQUISA: Nesta versão não houve uma pesquisa tão intensa como nas outras produções devido ao fato que, neste caso, foi realizada uma colaboração com um escritor paulistano. A trama do Audiotour Ficcional é baseada em parte no personagem do detetive Guedes, do livro “Estado Vegetativo”, do autor. Montamos uma história mais ficcional levando o personagem literário a uma nova aventura. Tocamos em temas como a arquitetura e a urbe em si e conseguimos que o Audiotour terminasse no terraço do Copan, edifício emblemático desenhado por Oscar Niemeyer. Esta versão do Audiotour Ficcional é seguramente muito mais ficcional que outras realizadas e com uma marca mais literária quanto ao estilo.

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Território Ocupado – POR

AUDIOTOUR FICCIONAL (2005 – 2018)   Território Ocupado   (Festival “Mês da Cultura Independente – MCI”. Prefeitura de São Paulo/Cultura, SP (Brasil). 2014)   TERRITÓRIO OCUPADO é uma viagem ficcional-documental pelo centro de São Paulo. Nesta edição, os “audioturistas” percorrem em duplas um trajeto desconhecido seguindo à jovem estudante Juliane por uma caminhada que modificará para sempre a relação dela com sua cidade.   FICHA TÉCNICA: Ideia, direção e roteiro: Ariel Dávila e Christina Ruf (BiNeural-MonoKultur) Tradução: Alessandro Atanes Design sonoro e música original: Guillermo Ceballos Voz de Juliane: Ana Luiza Leão Participação especial: Dona Antônia da Ocupação Marconi Pesquisa: Ariel Dávila e Christina Ruf Produção: Isabel Cristina Rodrigues Produção geral: Felipe Gonzalez Agradecemos a: Carlos Alberto de Matos, Luisa Helena Rodrigues, Edificio Martinelli, Centro Cultural Banco de Brasil Co-produção: BiNeural-Monokultur, Difusa Fronte(i)ra e Prefeitura SP   PESQUISA: Nesta edição fomos convidados a realizar um Audiotour Ficcional pelo centro histórico de São Paulo com o fim de contribuir para o projeto de revitalização e revalorização desta área. Durante nossa investigação descobrimos os ciclos históricos que o centro teve, sobretudo nos últimos 100 anos: por muito tempo essa área foi o centro político e financeiro da cidade, mas a partir dos anos 60 aproximadamente começou a decair por diferentes causas. Tornou-se um lugar abandonado com muitos problemas de criminalidade e drogas. Durante décadas os habitantes de São Paulo a evitaram quase por completo. Depois, nos anos 90, começou um processo de recuperação da área do centro que dura até hoje. No entanto, ainda há preconceito dos paulistanos ao caminhar pelo centro. No período de decadência, muitos edifícios do centro ficaram vazios, abandonados. Houve e há um grande movimento de organizações de sem-teto que começaram a ocupar esses edifícios a fim de convertê-los em moradias sociais para trabalhadores com baixa renda. Bem nesse processo de recuperação do centro, esta situação dos edifícios ocupados por grandes movimentos é na atualidade um tema de muita importância que gera um interessante desenvolvimento, mas também conflitos. Tínhamos muito interesse em mostrar essa realidade e atualidade no Audiotour, incentivar a uma reflexão sobre as questões de ocupação de espaços e, ao mesmo tempo, através do próprio formato do Audiotour, conseguir que os participantes começassem a voltar a “ocupar” o território do centro transitando por essa área e se relacionando de uma forma sensível e particular com ela. Para o Audiotour criamos a personagem de uma estudante que vive em outro bairro e tem que se aproximar do centro por causa de um trabalho para a faculdade. Durante o trajeto os audioturistas acompanham sua vivência e como ela vai transformando sua opinião e seu olhar sobre esta área da cidade, descobrindo detalhes sobre a história dos edifícios abandonados e inclusive entrando em um edifício ocupado.

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O Caminho X Por

AUDIOTOUR FICCIONAL (2005 – 2018)   O Caminho X (El camino X)   O Caminho X (Festival Internacional de Teatro FIT, São José do Rio Preto, São Paulo, Brasil, 2007) (Convidado especialmente para a programação dos festejos de aniversário da cidade de São José do Rio Preto, 2008)   Em 5 de junho de 2007 uma gravação foi encontrada. Nela o historiador Artur Castro se dirige ao Padre Jonas com uma mensagem inquietante. Castro desaparece misteriosamente e não há nenhum registro do caso na justiça. Entretanto, a cidade padece de um estranho mal amnésico… Importantes informações históricas somem, monumentos desaparecem e a memória dos habitantes se torna cada vez mais difusa… Algum detalhe na história da cidade parece ser de suma importância para alguém… O que está guardado na memória deste lugar? Nunca você se perguntou por que não existe nenhum monumento ao fundador de Rio Preto? Por que alguém quis mudar o nome da cidade? Quanto tempo ainda resta antes que o esquecimento nos devore?   FICHA TECNICA: Ideia, direção e roteiro: Ariel Dávila e Christina Ruf (BiNeural-MonoKultur) Tradução: Felipe França Gonzalez Design sonoro e música original: Guillermo Ceballos Pesquisa: Ariel Dávila, Christina Ruf e Felipe França Gonzalez Elenco: Guido Caratori (Artur Castro) e Bia Moretti (introdução e fim) Participação: Leandro Aveiro, Anderson Niels Colaboração: Augustinho Brandi, José Vilanova, Fernando Marques e Marciana Lopes. Produção geral: Felipe França Gonzalez Co-Produção: BiNeural-Monokultur e Difusa Fronte(i)ra Agradecimentos: Padre Aparecido Donizeti Bianchi, Gilberto Capati, Jaime de Paula, Elias N. Madi, Fernando N. Madi, Edson Citalli, Márcio de Carvalho Coêlho, Jirair Carabaschian, Equipe FIT.   PESQUISA:  Como em nosso primeiro trabalho, este Audiotour Ficcional é ancorado fortemente na história da própria cidade. Inclusive nesta versão, isso é mais profundo, já que a trama da ficção fala sobre um fato real: o desaparecimento de grande parte da memória da cidade. Encontramos pedestais vazios dos quais os monumentos desapareceram há muito tempo e ninguém sabe aonde foram parar, além de edifícios abandonados e documentos perdidos do registro histórico da cidade. Criamos então o personagem de um historiador que vai perdendo a memória e precisa deixar um registro do que está descobrindo: alguém quer apagar a memória do lugar para tomar totalmente o poder. Como na primeira realização, o tom é de um policial histórico, cheio de suspense. A diferença aqui está na utilização de mais materiais históricos reais, como fotos e outros documentos, e incorporamos reconstruções sonoras de lugares abandonados como a estação de trem, recurso que mais adiante será também encontrado em outras histórias.

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O Círculo Mágico – POR

AUDIOTOUR FICCIONAL (2005 – 2018)   O Círculo Mágico   (SESC Jundiaí, SP, Brasil, 2016)   Na biblioteca do Sesc Jundiaí encontra-se uma gravação. Nela se ouve a voz de uma artista de circo, uma mágica. Suas palavras nos convidam a acompanhá-la em um passeio no qual se misturam truques de mágica, a fauna e a flora do Jardim Botânico e a memória do lugar.   FICHA TÉCNICA: Ideia, direção e roteiro: Ariel Dávila e Christina Ruf (BiNeural-MonoKultur) Tradução: Alessandro Atanes Design sonoro e música original: Guillermo Ceballos Voz de Mara: Ana Luiza Leão Voz introdução e final: Gui Martelli Pesquisa: Paula Pimenta, Juliana De Deus, Ariel Dávila, Christina Ruf Produção: Núcleo Compartilha (Paula Pimenta + Juliana De Deus) Produção geral: Felipe Gonzalez Agradecemos a: Jardim Botânico, Centro de Memória de Jundiaí, Sebo Jundiaí, Nelson Jamaica, Eginalo Honorio Co-produção: BiNeural-Monokultur, Difusa Fronte(i)ra e SESC Jundiaí   PESQUISA: Pela celebração do primeiro aniversário do Sesc Jundiaí, fomos convidados a criar especialmente este Audiotour Ficcional pelas instalações da unidade e seu entorno. Pesquisamos a história e as lendas da cidade e em especial do lugar onde agora se encontra o Sesc e seus arredores, e recompilamos experiências dos moradores de Jundiaí. Descobrimos as diferentes camadas de tempo desta região, desde seus primeiros habitantes, passando pelas distintas correntes migratórias até a atualidade. Visitamos o Jardim Botânico, onde se vivencia através dos sentidos a fauna e flora local. O terreno onde atualmente se encontra a unidad do Sesc era antes o lugar onde eram montados os circos que visitavam a cidade. Por ese motivo, a personagem principal deste Audiotour é uma maga. Suas memórias da infância se mesclam com mitos de culturas originais do lugar e também com histórias da imigração de portugueses, africanos, italianos e japoneses que formam parte da cultura de Jundiaí e que está evocada nos jardins temáticos do parque do Jardim Botânico. Definitivamente, é um passeio pelos sentidos, uma viagem pela memória de Jundiaí imersa em uma história de ficção.

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A Máquina do tempo – POR

AUDIOTOUR FICCIONAL (2005 – 2018)   A Máquina do tempo   (Na programação social para o CONGRESSO ICSEMIS (International Convention on Science, Education and Medicine in Sport), evento que precedeu os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas. Santos, SP (Brasil). 2016)   Nuno, neto de um imigrante português, vem de São Paulo para Santos a negócios. Mas algo o impede de avançar com suas tarefas. Começa a sofrer “discronias”, saltos no tempo que o arremessam para o passado. Terão a ver com o favor que seu avô lhe pediu? Nuno deixa uma gravação para seu sócio, Marcelo, na qual o convida a seguir seus passos pelo Centro Histórico de Santos.   FICHA TÉCNICA: Ideia, direção e roteiro: Ariel Dávila e Christina Ruf (BiNeural-MonoKultur) Design sonoro e música original: Guille Ceballos Pesquisa: Ariel Dávila, Christina Ruf Tradução ao português e assessoramento histórico: Alessandro Atanes Tradução ao inglês: Mark Eilers Voz de Nuno em português: Carlos Morelli Voz de Nuno em inglês: Eric Moore Produção geral: Felipe França Gonzalez Agradecemos a: Fabrício Lopez, Dona Neusa, O Rei do Café, Bolsa Oficial de Café Co-produção: BiNeural-Monokultur + Difusa Fronteira Realização: Sesc Santos   PESQUISA: Esta edição do Audiotour Ficcional se passa no Centro Histórico de Santos. A cidade tem uma rica história desde a criação de seu porto, que foi e segue sendo o principal porto de Brasil. Por ele passava o comércio do café do Brasil, o que levou o centro histórico de Santos a uma época de esplendor que se reflete até hoje em sua arquitetura. Depois a cidade foi se transformando e expandindo para a região da praia, o que – somado a diferentes crises – levou o centro histórico a uma decadência. Atualmente o centro está em processo de revitalização e conservação. Hoje em dia, muitas de suas edificações históricas estão recuperadas. Um exemplo emblemático da época de prosperidade é o edifício da Bolsa de Café, atualmente transformado em museu. O Audiotour percorre algumas das ruas históricas mais importantes do centro de Santos, como a XV de Novembro ou a Rua do Comércio, que vai até la antiga estação de trens e ao porto. Nosso interesse estava particularmente em investigar as distintas camadas de tempo que são notadas nesta região da cidade: um bonde transita pelas ruas de pedras junto com carros modernos, passando em frente de casas da época colonial, do século XIX e da atualidade. Além disso, encontramos no caminho muitos relógios de diferentes épocas, quase todos mostrando horas diferentes, o que nos levou a brincar com o tema da “máquina do tempo”. O Audiotour leva os participantes também a uma parte ainda menos “turística” ou revitalizada do centro, passando por um dos comércios de café mais antigos da cidade e entrando no atelier de um artista plástico local, Fabrício Lopez, que trabalha a cidade como tema de suas obras e coleciona objetos encontrados perto do porto.

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Mano unica – POR

MANO ÚNICA (MÃO ÚNICA) (2006)   Intervenção teatral na cripta jesuítica de Córdoba redescoberta em 1989. Durante a intervenção, o público descia ao submundo da cidade, percorrendo os antigos corredores da cripta, cruzando com personagens da própria história da cidade e outros mitológicos. Os espectadores eram guiados por Tirésias por este Hades urbano e passavam por diferentes situações oníricas. A obra trata de resgatar a memória oculta da cripta. Trabalho apresentado na programação da inauguração de “Córdoba Capital Americana de la Cultura 2006”. Córdoba (Argentina).   FICHA TÉCNICA: Interpretam: Valeria Urigu, Gabriela Aguirre, Marcelo Arbach, Leopoldo Cáceres, José “Pepe” Fernández Música original: Guillermo Ceballos Video: Hernán Rossi Luzes: Gonzalo Marull Concepto, Dramaturgia y Dirección: BiNeural-MonoKultur (Christina Ruf + Ariel Dávila)   DURAÇÃO: 45 min. aprox.

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